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Saúde - 07/12/2018

Governo do RS planeja pagar parte da dívida com hospitais e municípios até o fim do ano

A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul pretende pagar parte da dívida com hospitais e municípios até o final deste ano, mas o valor ainda está indefinido. Até o dia 13, deverão ser repassados R$ 80 milhões, e um novo depósito poderá ser feito ainda em dezembro, conforme a arrecadação de impostos.

A crise na saúde foi discutida em uma reunião do Conselho Estadual de Saúde (CES), realizada nesta quinta-feira (6). Pelas contas do próprio governo, o atraso nos repasses supera R$ 700 milhões. São 540 milhões para as prefeituras e 220 milhões para instituições.

"Em torno 30 hospitais do estado já disseram que não estão atendendo e um número talvez maior que esse que não está atendendo sem comunicar", diz o presidente do CES, Claudio Agostin.

Os municípios dizem não ter mais condições de compensar a verba que os hospitais deixam de receber. "Nesse momento, vivemos algo que não é mais possível porque não conseguimos mais pagar a folha de pagamento dos profissionais da prefeitura, muito menos garantir recursos para o hospital. Então também esses contratos foram reduzidos e começam a aparecer situações como Uruguaiana, Canoas, Rio Grande, que paralisaram o atendimento", diz o secretário executivo do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems-RS), William da Silva Alves.

A Federação das Santas Casas do estado diz que precisa receber R$ 240 milhões para começar 2019 com atendimento normal nos hospitais. "Se recebermos três parcelas dos programas do estado, conseguimos chegar ao final do verão trabalhando de uma forma normal, desde que no início do novo governo os repasses passem a ser regulares também", diz o superintendente da entidade, Jairo Tessari.

A secretaria afirma, no entanto, que para resolver de vez o problema é preciso primeiro rediscutir o financiamento da saúde pública. "E essa rediscussão não passa simplesmente por injetar mais dinheiro na saúde, é para onde vai o dinheiro da saúde", diz o secretário adjunto de Saúde, Francisco Bernd.

"Não é possível que hoje, no mesmo município, se gaste X com determinados hospitais, com as mesmas patologias, e com pacientes em situações semelhantes no município do lado se gaste menos do que isso", acrescenta.

 

Atendimento restrito

 

Pelo menos 30 hospitais têm atendimento restrito no estado. Em muitos outros, a continuidade do trabalho nos próximos meses depende dos repasses.

São 160 pacientes de câncer sem atendimento. Em São Gabriel, na Região da Campanha, não há para onde encaminhar quem precisa do tratamento. A Santa Casa de Uruguaiana, que era referência, e a de Rio Grande, que seria alternativa, suspenderam serviços por falta de dinheiro.

"Para onde nós vamos mandar esses pacientes?", questiona o secretário de Saúde de São Gabriel, Ricardo Coirolo. "É um paciente que necessita de um tratamento rápido, um tratamento urgente para a continuidade de sua saúde, totalmente desassistido", lamenta.

Novos pacientes também vão ter que esperar. A manicure Claudia Helena Silvia Siqueira conta que teve uma biópsia desmarcada. "E aí, faz o quê? Espera? E se não pode esperar, o que faz?", questiona.

 

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