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Agricultura - 15/04/2019

Um dia nacional para se pensar e valorizar a conservação do solo

O Dia Nacional da Conservação do Solo é celebrado nesta segunda-feira (15/4). A data foi instituída em 1989, através da Lei n° 7.876, com o propósito de se refletir sobre a conservação e o uso dos solos, em especial na agricultura. No Rio Grande do Sul, a Emater/RS-Ascar atua nesse sentido.  Integra o Programa Estadual de Conservação do Solo e da Água, criado em 2015. O objetivo é estabelecer programas, diretrizes e instrumentos para a proteção e a conservação da qualidade do solo e da água. De acordo com o assistente técnico de Manejo de Recursos Naturais da instituição, Edemar Valdir Streck, são realizadas palestras, oficinas, seminários e dias de campo voltados ao assunto.

A Emater/RS-Ascar presta assistência técnica aos agricultores e orienta a instalação de unidades de referência de manejo e conservação do solo e da água “Essas unidades servem como exemplo aos agricultores que têm interesse em adotar medidas conservacionistas em suas propriedades”, observa Streck, ao avaliar que os resultados do manejo correto e da conservação do solo são de longo prazo. “Por isso há muita relutância entre os agricultores para adotar novas medidas, pois eles querem resultados melhores já na próxima safra.”

Solos férteis

Streck aponta que a fertilidade do solo é desenvolvida em três conceitos de fertilidade: física, biológica e química. “Esses três parâmetros precisam ser desenvolvidos juntos porque não existe melhoria física sem ter a melhoria na questão biológica, uma depende da outra”, explica. Ele ressalta que depender apenas da mecanização não garante um solo mais fértil. “É preciso que o solo tenha atividade biológica, tenha raízes, palhada, minhocas e também micro-organismos”, afirma.

Um dos grandes problemas que causa infertilidade no solo é a compactação excessiva. “Isso reduz a capacidade de absorção da água e de seus nutrientes minerais, principalmente em solos argilosos”, explica Streck. Para evitar esse fenômeno, é necessário um manejo correto da superfície, como a rotação correta de culturas e a utilização de palhadas para não deixar o solo descoberto.

Em casos mais sérios, Streck destaca que é importante realizar uma análise de solo estratificado pelo menos em duas camadas, de 0 a 10 cm e de 10 a 20 cm. “Isso permite verificar se a partir de 10 cm não tem problema de alumínio em profundidade, já que o alumínio é tóxico para o sistema radicular”, detalha. Se não há presença desse elemento, é recomendado utilizar plantas com raízes agressivas, como capim-sudão. Mas se há presença de alumínio, a única solução é a utilização de máquinas, como o escarificador ou o subsolador.

Texto: Ascom Emater/RS-Ascar
Edição: Secom

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