Número de matrículas no ensino médio tem queda de 6,37% no RS, revela Idese

O número de matrículas no ensino médio caiu 6,37% entre 2015 e 2016, revela o Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese) divulgado pelo Departamento de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul. Um dos motivos, segundo a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), é o desligamento de jovens para atividades de complementação de renda durante a crise econômica.

Em 2016, o estado registrou 81,2 mil matrículas nos anos finais da educação básica. A população de 15 a 17 anos, naquele ano, era de 97,9 mil gaúchos. Para o analista pesquisador Tomás Pinheiro Fiori, responsável pelo estudo, as matrículas neste nível de ensino vêm caindo em ritmo mais acelerado desde o início da série do Idese, em 2007.

“Pode-se estabelecer uma relação entre a conjuntura econômica do país e o possível deslocamento de jovens em idade escolar para atividades que ajudem a complementar a renda familiar em tempos de crise”, diz o pesquisador.

Na contramão das séries finais, a educação infantil mantém um crescimento constante. Ao final de 2016 houve um salto de 11,76% em relação ao ano anterior. Foram 144,1 mil matrículas ofertadas para uma população de 90,1 mil crianças de quatro e cinco anos.

Com isso, o parâmetro ‘educação’ do Idese encerrou o período com 0,71%. Isto representa uma melhora de 1,73% em relação a este bloco de análise, o que deixa o estado com um aproveitamento médio.

O que é o Idese?

O Índice de Desenvolvimento Socioeconômico é uma avaliação anual que caracteriza os municípios conforme três parâmetros de qualidade de vida: saúde, educação e renda.

A escala varia de zero a um: 0 a 0,5 é considerado índice baixo; 0,5 a 0,8, médio; entre 0,8 e 1, alta.

Entre 2016 e 2015, o Rio Grande do Sul melhorou sua média geral em 0,34%. Em 2016, encerrou o ano com 0,754% de média contra 0,751% de 2015.

Renda

A renda dos gaúchos, entre 2016 e 2015, recuou 0,89%. A queda é constante desde 2014, após um aumento em sequência desde 2007. E houve uma redução em ambos os parâmetros: tanto a renda apropriada como a renda gerada.

Na atualização dos dados, é possível dizer que o estado retrocedeu até os índices de 2012.

Saúde

A melhora na saúde é mais tímida, mas mantém os níveis altos. Entre 2016 e 2015, houve um crescimento de 0,26% e chegou a 0,819. Isto significa que, em média, o Rio Grande do Sul tem bons índices de saúde materno-infantil e longevidade, apontou o estudo.

Em relação às condições gerais, no entanto, houve uma queda de 0,13%. Neste índice, o desempenho é apenas médio.

Mapa do Idese em 2016 por região — Foto: DEE/SeplagMapa do Idese em 2016 por região — Foto: DEE/Seplag

Mapa do Idese em 2016 por região — Foto: DEE/Seplag

Serra e Noroeste têm melhores índices

No ranking geral, com 0,884 pontos no Idese, Carlos Barbosa lidera pelo sétimo ano consecutivo, principalmente na questão da renda. Aratiba melhorou os indicadores de ensino médio e assumiu o segundo lugar com 0,870 pontos no Idese. Nova Araçá, Água Santa e Veranópolis completam a lista das cincos melhores cidades do estado, segundo o índice.

A Serra e o noroeste colonial são as únicas regiões avaliadas com altos índices de desenvolvimento sócioeconômico. Nas demais, o aproveitamento é apenas médio, com destaque negativo para as regiões da Fronteira Oeste e Centro-Sul do estado.

Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, Bento Gonçalves (0,827) lidera o ranking, seguido por Porto Alegre (0,812), Santa Cruz do Sul (0,810) e Caxias do Sul (0,802). Os demais apresentam desempenho abaixo de 0,8 pontos. Alvorada (0,572) tem o pior desempenho entre as grandes cidades.

Melhores cidades por índice:

Educação

  1. Picada Café (0,848)
  2. Tucunduva (0,846)
  3. Veranópolis (0,841)

Renda

  1. Água Santa (0,937)
  2. Carlos Barbosa (0,913)
  3. Tupandi (0,904)

Saúde

  1. Nova Roma do Sul (0,933)
  2. Nova Araçá (0,926)
  3. Nova Pádua (0,924)
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